OS SERES DE FICÇÃO E SUAS PRÁTICAS GERMINANTES: SEGUINDO AS REDES TRAÇADAS PELO FILME TRANSMUTAÇÃO DE TORQUATO JOEL
Palabras clave:
Sociologia das associações, Antropologia das ciências e das técnicas, Modos de existência, Teoria ator-redeResumen
Este trabalho tem como objetivo discutir as possibilidades de práticas germinantes que brotam ao situarmos os seres de ficção, como nos propõe o antropólogo Bruno Latour, a partir do documentário Transmutação (2013), do cineasta paraibano Torquato Joel. O caminho percorrido para atingir tal objetivo é discorrer com/sobre o filme, dialogando com os estudos do cotidiano e com a antropologia das ciências e das técnicas, ou teoria ator-rede. Torquato registra o cotidiano de um ferreiro que, em seu ofício, é um verdadeiro alquimista, transformando ferro derretido em obras de arte, objetos de decoração, utensílios, bustos, lembranças. Defendemos que a história relatada no documentário é também a história dos objetos criados e recriados na labuta cotidiana dos laboratórios improvisados, que nos contam sobre a vida de tantos homens e mulheres que teimam em sobreviver, apesar das condições ambientais adversas. Assim, a rede sociotécnica dos objetos de bronze é convocada para relatar as controvérsias apresentadas pelo/com/no filme. Esta rede pode ser o ponto de partida para o entendimento de outras que buscam discutir sobre como sociedades, naturezas, saberes e técnicas se misturam.
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