MEDIAÇÕES SOCIOTÉCNICAS DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: IMPACTOS DA CHEGADA DA ENERGIA SOLAR EM UMA COMUNIDADE ISOLADA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.67937/30861128.2026.24Palavras-chave:
acesso à energia, geração distribuída, infraestruturas energéticas, comunidades tradicionaisResumo
Esse trabalho tem como proposta partir de elementos apreendidos em uma viagem de campo a uma comunidade extrativista no sul do Amazonas para discutir os entrelaçamentos sociotécnicos vinculados à energia solar, em um contexto ampliado de policrises, mudanças climáticas e transições para sustentabilidade. Por meio de um estudo de caso, a pesquisa examina os impactos de um sistema fotovoltaico descentralizado e isolado (MIGDI) implementado em Vila Limeira, contrastando-o com o modelo centralizado e individualizado SIGFI, preferencialmente utilizado no programa governamental Luz para Todos. Os elementos empíricos elencados no estudo de caso evidenciam como o sistema MIGDI, concebido com participação comunitária, transformou a governança local da comunidade extrativista, permitindo o uso coletivo de energia e fomentando benefícios sociais e econômicos, como o melhor acesso à água, iluminação pública e atividades produtivas. As conclusões ressaltam a importância de compreender a transição energética como um processo sociotécnico, em que as políticas públicas agreguem abordagens descentralizada, contextualizadas e participativas, com reconhecimento do papel desempenhado pelas infraestruturas energéticas em co-emergências com arranjos sociais e de governança.
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